E sobre o Pagão???Explicado???

Imagens de satélite não confirmam tormenta na região de Itaipu

Imagens do satélite GOES-10, fornecidas pelo CPTEC/INPE (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) do (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), não confirmaram, no momento aproximado do blecaute que atingiu boa parte do Brasil e todo o Paraguai, às 22h15min (horário brasileiro de verão), -3 horas (hora Zulu), atividade convectiva, como tempestades ou raios na região da hidrelétrica de Itaipu, que fica na fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina.

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Observem o horario e data da foto

Tempestades assolaram sim, parte do Paraná nesta terça-feira (10), mas no período da tarde, onde em Foz do Iguaçu, cidade onde fica a hidrelétrica de Itaipu, registrou vendaval, com destelhamento de construções e queda de árvores. Em Cascavel, também no interior do Paraná, dados de METAR (aeroporto), registraram rajada máxima de vento de 102 km/h, mas também no período da tarde, entre as 14 e 15 horas (horário brasileiro de verão).

 

Vamos lembrar:

Um novo estudo mostrou que uma grande tempestade solar poderá trazer consequências assustadoras para a humanidade.Danos à rede de força e sistemas de comunicação poderão ser catastróficos, os cientistas concluíram, com efeitos que podem levar ao descontrole governamental da situação.As previsões são baseadas em uma grande tempestade solar de 1859 que fez com que os fios dos telégrafos entrassem em curto nos EUA e Europa, levando a grandes incêndios. Possivelmente foi a pior em 200 anos, de acordo com um novo estudo. Com o advento das redes de energia, comunicação e satélites atuais temos muito mais em risco.“Uma repetição contemporânea do evento [de 1859] causaria distúrbios sócio-econômicos significativamente mais extensos”, concluíram os pesquisadores.A cada 11 anos, quando o sol entra na sua fase mais ativa, ele pode enviar tempestades magnéticas poderosas que desligam satélites, ameaçam a segurança dos astronautas e até interrompem sistemas de comunicação na Terra.
As piores tempestades atuais derrubam redes de energia ao induzir correntes que derretem os transformadores.Apenas nos EUA uma grande tempestade solar — que costuma ocorrer uma vez a cada 100 anos — pode deixar 130 milhões de pessoas sem eletricidade, de acordo com o estudo. Outros sistemas vitais seriam afetados por estas faltas de energia elétrica.Os impactos da falta de eletricidade, por exemplo, acabariam com a distribuição de água potável em questão de horas, alimentos e medicamentos perecíveis seriam perdidos entre 12 e 24h; serviços de esgoto, telefones, transportes, abastecimento de combustíveis seriam interrompidos, etc.

A energia poderia levar meses para ser restabelecida, segundo a pesquisa. Durante este período os bancos poderiam estar fechados e o comércio internacional seria suspenso.“Sistemas de emergência seriam levados ao limite e o controle e comando poderiam ser perdidos”, escreveram os pesquisadores da Universidade do Colorado, nos EUA.“Sejam catástrofes terrestres ou incidentes do clima espacial, os resultados podem ser devastadores para as sociedades modernas que dependem, de uma miríade de modos, em sistemas tecnologicamente avançados”, os cientistas afirmaram em uma declaração divulgada junto com o relatório.Tempestades solares têm efeitos significativos nos dias modernos. Em 1989 o sol emitiu uma tempestade que derrubou a rede elétrica de toda Quebec, no Canadá. Em 2003, em um período de duas semanas, dois satélites foram desabilitados e instrumentos em uma sonda que orbita Marte foram danificados por tempestades solares.O clima espacial pode produzir tempestades eletromagnéticas solares que induzem correntes extremas em fios interrompendo linhas de força, causando apagões generalizados e afetando cabos de comunicação da internet. Clima espacial severo produz partículas solares energéticas e desloca os cinturões de radiação da Terra, o que danifica satélites usados para comunicações comerciais, GPS e previsão do tempo.

O próximo pico da atividade solar é esperado em 2012. Atualmente o sol está ‘tranquilo’, mas a atividade pode aumentar em qualquer momento e clima espacial severo (o quão severo será ninguém sabe) irá emergir um ou dois anos antes do pico.Alguns cientistas pensam que o próximo pico levará a eventos mais severos do que outros picos recentes.“Uma falha catastrófica da infra-estrutura governamental e comercial, no espaço e no chão, podem ser mitigadas ao aumentar a consciência pública, melhorando a infra-estrutura vulnerável e desenvolvendo capacidades avançadas de previsão do clima [solar]“, o relatório afirma.

 

COM OS OLHOS DA NASA:

Um painel internacional de expertise liderado pelo NOAA –Administração Nacional Oceânica e Atmosférica – patrocinado pela NASA atualizou nova previsão para o próximo ciclo solar. O 24 Ciclo Solar terá seu pico em maio de 2013 eles dizem que será abaixo da média o número de manchas solares.

“ Se nossa previsão estiver correta, O Ciclo Soar 24 no pico das manchas solares será 90, a mais baixa de qualquer um dos ciclos desde 1928 quando o Ciclo Solar 16 no pico teve 78” diz o chefe do painel, Doug Biesecker, do NOAA Centro de Previsões do Tempo no Espaço.

É tentador descrever um ciclo com estas características como “débil” ou suave, porém isso poderia dar uma impressão equivocada.

“Mesmo estando abaixo da média, qualquer ciclo solar é capaz de produzir condições climáticas especialmente severas ”, segundo Biesecker. “A grande tempestade geomagnética de 1859, por exemplo, aconteceu durante um ciclo solar do tamanho similar ao que estamos prevendo para 2013”.

A tempestade que ocorreu em 1859, conhecida como o “Evento de Carrington” em homenagem ao astrônomo Richard Carrington, que presenciou aquelas tremendas chamas solares, eletrificou cabos de transmissão, provocou incêndios nas oficinas dos telégrafos e produziu auroras boreais tão brilhantes que se podia ler o jornal só com sua luz esverdeada e vermelha. Uma recente informação da Academia Nacional de Ciências, concluiu que se uma tempestade similar ocorresse na atualidade poderia causar um prejuízo de 1 a 2 bilhões dólares americanos na infraestrutura altamente tecnológica de nossa sociedade e levaria de 4 a 10 anos para conserta-la. Apenas para comparar, os danos causados pelo furacão Katrina custaram de 80 a 125 milhões de dólares.

O pronóstico mais recente se basea na revisão de uma previsão anterior, feita em 2007. Nesse ano, um painel de expertises se dividiu em duas opiniões, acreditavam que o mínimo solar ocorreria em março de 2008, seguido de forte máximo solar em 2011 o de um máximo fraco em 2012. Os modelos que competiam davam diferentes respostas e os investigadores estavam ansiosos para saber do sol qual delas seria a correta.

“Ocorreu que nenhum dos dois modelos está totalmente correto”, disse Dean Pesnell, do Centro Goddard para Voos Espaciais, que era o representante da NASA nesse Painel. “ O sol está se comportando de uma maneira interessante e inesperada”.

Os pesquisadores conhecem os dados do ciclo solar desde meados de 1800 . Os gráficos que representam a quantidade de manchas solares contadas desde aquela época se assemelham a uma montanha russa; sobem e descem com um período aproximadamente de 11 anos. A primeira vista parece ter um padrão regular, porém predizer os picos e os vales tem resultado em algo problemático. Os ciclos variam em longitude aproximadamente entre 9 e 14 anos. Alguns picos são altos, outros são baixos. Os vales, usualmente não são profundos e duram apenas poucos anos, porém às vezes, se estendem e se tornam muito maior. No século XVII, o sol entrou em um período de 70 anos sem manchas, o qual se conhece na atualidade como o Mínimo de Maunder e ainda intriga os cientistas.

Agora mesmo, o ciclo solar está em um vale – o mais profundo do último ciclo. Em 2008 e 2009, o sol vem batendo recordes da Era Espacial, referente a menor quantidade de manchas solares, do vento solar fraco e da baixa irradiação solar. Transcorreram mais de 2 anos sem que o sol tenha emitido chamas solares de dimensões significativas.
“ Em nossas carreiras profissionais, nunca havíamos visto nada semelhante”, disse Pesnell.

“O mínimo solar está durando muito mais que a data que previmos em 2007”.
Nos últimos meses, entretanto, o sol começou a mostrar sinais de vida, ainda que muito tímido. Pequenas manchas e “proto-manchas” solares começam a aparecer com mais freqüência. Enormes correntes de plasma na superfície solar, conhecidas como (“fluxo de zonas”) começam a ganhar força na intensidade e lentamente se movem em direção ao equador do sol. Radio astrônomos detectaram um pequeno, mas significativo aumento das emissões solares em ondas de rádio. Todos esses acontecimentos são precursores do Ciclo Solar 24 e formam a base do novo, é quase unânime, o prognóstico apresentando pelo Painel dos cientistas.

De acordo com o prognóstico, o sol deverá permanecer calmo durante, pelo menos, mais um ano. Do ponto de vista das investigações, temos boas notícias, porque o mínimo solar vem se mostrando ser mais interessante que qualquer coisa que tivéssemos imaginado. A baixa atividade solar tem um profundo efeito sobre a atmosfera terrestre, pois permite esfriar-se e contrair-se. O lixo espacial se acumula na órbita da Terra, pois a menos arrastro aerodinâmico.O tranqüilo vento solar produz menos tempestades magnéticas ao redor dos pólos da terra. Os raios cósmicos que normalmente são empurrados para fora da órbita terrestre pelos ventos solares, agora permanecem no meio-ambiente.

Há outros efeitos secundários que também podem ser somente estudados se o Sol permanecer calmo.

No entanto, o sol pouco se importa com os comitês humanos. Poderiam haver mais surpresas ,concordam os painelistas e com elas mais revisões dos prognósticos.

“Vão em frente, marquem em seu calendário a data de 2013, mas marquem com lápis.” Disse Pesnell.

Consulte o texto original para ver os gráficos e as fotos.

FONTE    http://science.nasa.gov/headlines/y2009/29may_noaaprediction.htm

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