O poder do INRI

Quem imagina que a sigla INRI foi criada somente na crucificação de Jesus, engana-se. Vemos o uso do mantra Inri secretamente entre os egípcios, os pársis (adoradores do Fogo no Irã), e mesmo entre os maias, astecas e incas (o deus Sol entre eles era chamado de INTI, uma variação de Inri). E entre os judeus pré-Jesus o Inri era entoado secretamente durante certos rituais entre os Essênios e os Ebionitas.

Alguns autores dão suas explicações particulares. Eliphas Levi afirma que este mantra sagrado significa Isis Naturae Regina Ineffabilis. Os primitivos Magi (os Iniciados persas) formavam com estas quatro letras três aforismos distintos: Ignem Natura Regenerando Integrat; Igne natura Renovatur Integrat; e Igne Nitrum Roris Invenitur.

Os significados para o Inri não param aí: outros devem ter e outros poderão advir, pois apercebe-se que ela já se tomou mística e a imaginação do homem não limites. E quando algo dessa natureza está envolta também de mistérios, mais surpresas nos reservam. Daqui a algum tempo, possivelmente, documentos guardados por sociedades iniciáticas darão outras interpretações para o tetragrama Inri.

Os Ebionitas e o Inri

Quem eram os Ebionitas? O desenvolvimento desta seita vem desde a época do profeta Samuel, século 9º a.C. até o século 2º d.C. Este profeta, que a pedido do povo instituiu a monarquia e proclamou Saul o primeiro rei de Israel, foi o fundador da seita cujo nome significa “Humildes”. Era formada principalmente por jovens intelectuais e visava ensinar por meio de práticas místicas e exemplos. Grandes profetas aí se formaram destacando-se Isaías, Oséias, Miquéias, Habacuc e Amós, entre outros.

Os eleitos que atingiam o último grau, ficavam encarregados de propagar a seita através de ensinamentos, instruindo e moralizando o povo. Reuniam-se em lugares altos, executavam cantos e danças sagradas ao som de harpas, flautas e violinos. O povo vinha em grande número ouvir as músicas, geralmente seguidas de emocionadas prédicas contra os vícios, a favor das virtudes, pela justiça e pela verdade.

Morto Samuel, a ordem é seguidamente chefiada por Nathan e Elias. Morto este último, vem a escolha recair em Oséias, escolhido entre ele mesmo, Isaías, Miquéias e Amós.

Sob a direção de Oséias a Ordem deu ênfase a práticas de caridade, exercício de justiça, piedade dos desgraçados, defesa da viúva, proteção ao órfão, amor ao estrangeiro, atos que, diziam, agradavam a Deus mais que qualquer culto.

Declaravam que o homem foi dotado de pensamento e conhecimento para executar tarefas e proclamavam ainda que a vida do homem é uma larga agonia e que somente as dificuldades ficam enquanto os prazeres são efêmeros. A vida não é mais do que um sofrimento eterno do nascer ao morrer e seu único lenitivo era a prática da virtude, consciência limpa e coração puro.

Os ebionitas também tinham sinais de reconhecimento. As reuniões e trabalhos começavam como em determinadas sociedades secretas. Quando perguntados, “sois ebionita?”, a resposta era “Três me iniciaram, cinco me completaram e sete me fizeram perfeito”. O chefe, mestre, ensinava que esses números eram sagrados desde a antiguidade e que Moisés os usava de forma misteriosa, ao abençoar o povo pelos sacerdotes, seja, uma bênção continha três palavras, uma segunda bênção, cinco, e uma terceira bênção, sete palavras.

Na entrada das reuniões cada ebionita repetia os números 3, 5 e 7, aos quais o mestre respondia: “Filho bendito do nome sagrado, o sublime número 9, simbolizado na verdade, é o último ideal do esforço humano, o símbolo da verdade divina; podes entrar e iluminar-te com as luzes celestes que aclaram esta assembléia de sábios”.

Ao terminar a reunião, o mestre dizia: “Lembremo-nos que somos ebionitas, os mais humildes e modestos servidores de Deus, da verdade e da justiça”. Tinham seus signos e senhas e ainda usavam, tudo indica, quando reunidos, sobre a cabeça uma peça de pano bordado com um quadrado entrelaçado com um triângulo em cujo centro estavam as letras YOD, NUM, RESCH, YOD, que, pelo alfabeto latino se traduz por INRI, dando a entender que eles eram adeptos da Alquimia Crística, da manipulação do Fogo de Pentecostes, do Fogo sagrado que a tudo regenera, especialmente os elementos naturais: Ar, Fogo, Água e Terra.

Samael e o INRI

“Convém que entendamos melhor o que é o Cristo! Que não nos contentemos em recordar a questão meramente histórica porque o Cristo é uma realidade de instante em instante, de momento em momento, de segundo em segundo. Ele é o Criador! O fogo tem o poder de criar os átomos e de desintegrá-los, o poder de dirigir as forças cósmicas universais etc. O fogo tem poder para unir todos os átomos e criar univer-sos, assim como tem o poder para desintegrar universos: O mundo é uma bola de fogo que se acende e se apaga segundo Leis.

Assim que o Cristo é o fogo. Por isso, se vê sobre a cruz as quatro letras: Inri, as quais significam: Ignis Natura Renovatur Integram, e que equivalem à frase: O fogo renova incessantemente a natureza.

Agora, creio que estão entendendo por que a nós interessa a assinatura astral do fogo, a chama da chama, o oculto, o aspecto esotérico do fogo. É que na realidade o fogo é crístico. Ele tem poder para transformar tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será. Inrié o que nos interessa. Sem Inri não é possível que nós nos cristifiquemos.

Já foi dito que o Cristo Íntimo, o Cristo Cósmico, tem de dar três passos, de cima para baixo e através das sete regiões do Universo. Também disse que o Cristo deve dar três passos de baixo para cima. Eis aqui o mistério dos três passos e dos sete passos da Maçonaria. É uma lástima que os irmãos maçons tenham esquecido isto. Em todo caso, o Crestos, o Logos, resplandece no zênite da meia-noite espiritual.

Tanto no ocaso como no oriente, cada uma destas três posições é respeitada nas sete regiões. O místico que se guia pela estrela da meia-noite, pelo Sol Espiritual, sabe o que significam esses três passos dentro das sete regiões. Pensamos também no sol, no raio e no fogo. Eis aqui as três luminárias, os três aspectos do Logos, nas sete regiões.

Quando o uno se desdobra no dois, surge o terceiro e este é o fogo que cria e volta novamente a criar. Esse terceiro pode criar com o poder da palavra, com a palavra solar ou palavra mágica, com a palavra do Sol Central. Assim cria o Logos.

É por meio do fogo que podemos nos cristificar. Inutilmente terá nascido o Cristo em Belém se não nascer em nosso coração também. Inutilmente terá sido crucificado, morto e ressuscitado na Terra Santa se não nascer, morrer e ressuscitar também em nos.

Precisamos encarnar o Crestos Cósmico, o espírito do fogo, torná-lo carne em nós. Enquanto não o tivermos feito, estaremos mortos para as coisas do espírito porque Ele é a vida, o Logos, a Grande Palavra… Heru Pa-kroat.

Ele é Vishnu. A palavra Vishnu vem da raiz vish, que significa penetrar. Ele penetra em tudo o que é, foi e será. É preciso que penetre em nós para que nos transforme radicalmente. Somente através do Fogo conseguiremos aniquilar o Ego. Quem pretender aniquilar o Ego unicamente com o intelecto seguirá pelo caminho do erro.”

INRI E O MISTÉRIO DA CRUZ

A Cruz tem 4 pontas. A Cruz da Iniciação é fálica, a inserção do phalus vertical no ctéis feminino formam a Cruz. É a Cruz da Iniciação que devemos jogar sobre nossos ombros.

Devemos compreender que com suas 4 pontas simboliza os 4 Pontos Cardeais da Terra (Norte, Sul, Oriente e Ocidente). As 4 Idades (Ouro, Prata, Cobre e Ferro). As 4 Estações do ano. As 4 Fases da Luna. Os 4 Caminhos (Ciência, Filosofia, Arte e Religião). Ao falar dos 4 Caminhos devemos compreender que todos são um só, este camino é o Caminho Apertado, estreito, do Fio da Navalha, o Caminho da Revolução da Consciência.

A Cruz é o hieroglifo antigo, Alquímico, do Crisol (creuset) ao qual antes se chamava, em francês, cruzel, crucibile, croiset. Em Latim, crucibulum crisol, que tinha por raiz crux, crucis, cruz. É evidente que tudo isso nos convida à reflexão.

É no crisol onde a matéria-prima da Grande Obra sofre com infinita paciência a Paixão do Senhor. No erótico crisol da Alquimia Sexual morre o Ego e renasce a Ave Fênix entre suas próprias cinzas: INRI, In Necis Renascere Integer (Na Morte renascer intacto e puro).

A Cruz também revela a “Quadratura do Círculo”, a chave do Movimento Perpétuo. Esse Movimento Perpétuo só é possível mediante a Força Sexual do Terceiro Logos. Se a Energia do Terceiro Logos deixasse de fluir no Universo, o Movimento Perpétuo terminaria e viria el desordenamento cósmico. O Terceiro Logos organiza o vórtice fundamental de todo o Universo nascente, e o vórtice infínitesimal do Átomo Ultérrimo de qualquer criação.

A Glândula Pineal

Alma na pineal?

Já imaginou o toda a essência humana contida numa glândula do tamanho de um feijão? Passemos adiante, ainda no campo da filosofia, desta vez espírita, na questão 146 de O Livro dos Espíritos: “A alma tem, no corpo, uma sede determinada e circunscrita? — Não. Mas ela se situa mais particularmente na cabeça, entre os grandes gênios e todos aqueles que usam bastante o pensamento e no coração dos que sentem bastante, dedicando todas as suas ações à Humanidade.” Ou seja, até possui uma área de influência maior no corpo em certas áreas de interesse do espírito. Mas daí a se situar no corpo vai longe… Só que a pineal teima em aparecer em outras culturas, com grande importância: Na filosofia hindu, o sexto chakra, Ajna, está localizado um pouco acima dos olhos, entre as sobrancelhas (ponto conhecido como bhrumadhya). É simbolizado por um olho – o tão falado “terceiro olho” – que seria o olho da mente. Quando este chakra é estimulado e desenvolvido, ou seja, quando o olho é “aberto” através de mantras e meditações, é revelada uma nova dimensão da realidade para o praticante. Estudiosos ocidentais encararam isso como uma metáfora poética e nada mais.

Até que, em meados do século 19, quando o território da Austrália começou a ser explorado, um réptil nativo chamou a atenção dos pesquisadores, o Tuatara (Sphenodon punctatum). Este animal tem, em adição aos seus dois olhos, um terceiro encrustrado no crânio, revelado apenas por um pequeno orifício coberto por uma membrana, possui uma retina e uma conexão nervosa com a pineal, mas cientistas disseram que não possui funcionalidade, já que não possui conexão com o cérebro. A presença desse terceiro olho é um desafio para os cientistas, já que quase todos os vertebrados possuem uma estrutura homóloga no centro do crânio, seja répteis, peixes, pássaros e mamíferos. Essa estrutura é conhecida como a glândula pineal. Essa glândula está situada no cérebro, entre os dois hemisférios. No embrião, a pineal começa a se formar como um verdadeiro olho, e depois é que degenera! Já está demonstrado que a glândula é sensível a luz, por conter fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno que capta as radiações do Sol e da Lua e dá ao organismo a referência de horário. Baseado nisso, ela produz o hormônio melatonina, que regula os instintos de acordar e dormir. Também produz naturalmente traços do químico dimetiltriptamina (ou DMT), que é alucinógeno (encontrado no chá Ayahuasca).

E qual a relação da pineal com o chakra Ajna? É que, na tradição da Yoga, o Ajna origina-se a partir da glândula pineal, muito embora a Teosofia, através do livro Os Chakras, de Leadbeater, fale que na maioria dos indivíduos o vórtice dos Chakras Coronário e Ajna convergem para a glândula pituitária, mas em alguns casos (médiuns? sensitivos?) o Coronário se inclina até a pineal, como mostra o desenho ao lado, mas não o Ajna. Confusão estabelecida, consultei Lázaro, da lista Voadores, e obtive a resposta: “a relação dos chakras com glândulas é, segundo conhecimentos mais recentes, e médicos espiritualistas de alto discernimento, uma relação simbólica, por equivalência de funcionalidade. E ainda assim indireta, uma vez que os chakras se ligariam aos plexos, e estes sim às glândulas endócrinas”. Então, ao meu ver, parece ser uma questão de discutir o sexo dos anjos, já que a coisa toda é metafísica, energética, e não física. Seja como for, pra explicar de uma forma didática e prática, o Ajna atua sobre a pineal-chakrasglândula HIPÓFISE (pituitária, embaixo), enquanto o Coronário atua sobre a glândula EPÍFISE (pineal, em cima). Ainda assim, não se pode negar uma clara relação do chakra Ajna com a pineal, como pudemos observar no caso de Hira Ratan Manek, que não se alimenta há mais de 7 anos e obtém energia através da estimulação da pineal com raios solares, através da retina, mas que também sugere para se abastecer de energia apenas o uso do terceiro olho (Ajna). Na Yoga, os nadis Ida e Pingala se encontram no centro da testa, que é a morada da alma (Atman). Para representar a importância deste ponto, os hindus usam o Tilaka, um símbolo que pode ter diferentes formas e significados. Os Vaishnavites (seguidores de Vishnu) usam uma marca em forma de U neste ponto, chamada de Urdhva-pundra, já os seguidores de Shiva usam o Shaivite Tripundra tilak, composto por três linhas horizontais, símbolo este que até mesmo o Papa João Paulo II se permitiu receber em sua testa. Já as mulheres casadas usam o Bindi, uma pintura em forma de ponto, que tem um sentido espiritual, tradicional e também decorativo. Hoje em dia já virou moda, e é usado por mulheres casadas ou não, geralmente como um pingente auto-adesivo.

indian-woman-bindiNa Seicho-no-ie diz-se que o terceiro olho é o centro da divina compreensão e divina imaginação, e que, quando em perfeita atividade, permite a visão de planos superiores (a chamada clarividência) e o acesso de acontecimentos do presente/passado/futuro. Dá acesso também ao que denominamos de intuição, percepção e ainda à temperança, à abstinência, à dignidade, à veneração, a sentimentos delicados, à inteligência e ao discernimento. Os Taoístas dizem que depois que a criança sai do útero, o espírito primal começa a residir justamente no terceiro olho, “Olho Celestial”!

Já a medicina chinesa não considera o cérebro a sede da alma e do espírito, e sim cada célula do corpo, assim como o campo magnético do organismo. O órgão Yin do Fogo, o Coração, é considerado o centro da consciência, do sentir e do pensar. No coração manda Shin, o espírito do Fogo. O ideograma chinês Shin pode ser traduzido como “espírito”, “alma”, “Deus”, “divino” e “eficácia”. Quando dizemos que alguém tem “espírito”, refletimos o significado desse ideograma. Shin tem duas residências: A residência de baixo é o coração, a partir de onde se encarrega de equilibrar os sentimentos e de favorecer uma maneira de falar sincera. Sua residência de cima é o terceiro olho, ou o chacra da frente, onde cria clareza de pensamentos e consciência no modo de viver. Quando essas faculdades são encontradas numa pessoa, seu Shin está cheio de força e saúde. Isso se vê no brilho e na luz de seus olhos. Uma fantástica semelhança com o que está na Codificação Espírita… Tais coincidências não passaram desapercebidas aos cientistas. Obras de André Luiz, em especial o livro Missionários da Luz, escrito em 1945, atraem a curiosidade dos estudiosos por conter descrições detalhadas da maquinaria humana interagindo com o mundo espiritual.

No capítulo 1 do livro psicografado por Chico Xavier vemos que a pineal é claramente citada como o centro da mediunidade: “- Observe. Estamos diante de um médium de psicografia comum. Antes do trabalho a que se submete, nossos auxiliares já prepararam seus potenciais para que não tenha a saúde física perturbada. O trabalho de transmissão da mensagem não será simplesmente ‘tomar a mão’. Há outros processos complexos envolvidos.

E, diante de minha profunda curiosidade científica, Alexandre aplicou-me suas energias magnéticas e passei a ver, no corpo do médium, um grande laboratório de forças vibratórias. Meu poder de visão era superior ao dos raios X. As glândulas do rapaz transformaram-se em pontos luminosos, como pequenas usinas elétricas, mas preferi me deter para observar melhor o cérebro, em particular. Os condutores da medula pareciam um pavio longo, carregando a luz mental, como chama de uma vela enorme. Os centros metabólicos me surpreendiam. O cérebro apresentava brilho em seus desenhos. Os lobos cerebrais pareciam correntes dinâmicas. As células corticais e as fibras nervosas, com suas ramificações finíssimas, formavam delicado conjunto de condutores das energias mais profundas e desconhecidas. Nesse processo, sob a luz mental sem definição, a pineal emitia raios azulados e intensos. – Percebeu o mecanismo? – perguntou Alexandre, interrompendo meu deslumbramento. – Transmitir mensagens de um plano para outro, no serviço de orientação humana – continuou – exige esforço, boa vontade, cooperação e propósito justo. É claro que o treinamento e a colaboração espontânea do médium facilitam o trabalho, mas, seja como for, o processo não é automático. Requer muito conhecimento, oportunidade e consciência. – (…)Estamos observando as particularidades do perispírito.

Você pode perceber agora que todo corpo glandular é uma central elétrica. No exercício de qualquer tipo de mediunidade a pineal desempenha o papel mais importante. É no equilíbrio de suas forças que a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios característicos do nosso plano. E é nela que encontramos o novo sentido dos homens, embora ainda adormecida na maioria deles. Percebi que, de fato, a glândula pineal do médium emitia luz cada vez mais intensa.” Há ainda um outro trecho mais longo onde André Luiz se detém especificamente na Pineal. Poderíamos então deduzir que a pineal seria a porta de entrada do espírito? Afinal, se ela se conecta a um espírito (que não o nosso) pra permitir a incorporação, por que não é também o canal de comunicação do nosso próprio espírito com o corpo, que (agora sabemos) não é mais do que um veículo emprestado pela Mãe Terra? A resposta pode ser afirmativa, se encararmos a pineal como uma antena, e os outros sistemas do cérebro como o receptor responsável pela interpretação dos sinais. Vejamos o cap. X do livro “Mecanismos da Mediunidade”, do mesmo autor: “…A corrente mental (…) vibra, ainda (…) no conjunto talâmico e hipotalâmico, em que se mecanizam os reflexos do Espírito”. Fantástica definição. Seria a mediunidade, de fato, um atributo biológico e não um conceito religioso, como postulou Allan Kardec? Foi pra responder a essa pergunta que o psiquiatra e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, dr. Sérgio Felipe de Oliveira, diretor-clínico do Instituto Pineal Mind e diretor-presidente da AMESP (Associação Médico-Espírita de São Paulo), voltou seu interesse ao estudo da pineal e sua relação com a mediunidade. Vejamos agora trechos da entrevista publicada pela Revista Espiritismo & Ciência, volume 3: Quando surgiu seu interesse no aprofundamento do estudo da pineal? Foi por volta de 1979/80, quando eu estava estudando a obra de André Luiz, psicografada por Chico Xavier. Em Missionários da Luz, a pineal é claramente citada. Nesta mesma época, eu já pleiteava o curso de Medicina. No colégio, estudando Filosofia, fiquei impressionado com a obra de Descartes, que dizia que a alma se ligava ao corpo pela pineal. Quando entrei na faculdade, corri atrás destas questões, do espiritual, da alma e de como isso se integra ao corpo. A glândula pineal seria resquício de algum órgão que está se atrofiando, ou estaria ligada a uma capacidade psíquica a ser desenvolvida? Eu acredito que a pineal evoluiu de um órgão fotorreceptor para um órgão neuroendócrino. A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem. É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona, você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se fosse um telefone celular. Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal. Um papagaio tem a pineal, mas não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento. A mediunidade está ligada a uma questão de senso-percepção. Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve. A mediunidade é uma função de senso (captar)-percepção (faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função humana. A pineal converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos? Isso é comprovado cientificamente? Sim, isso é comprovado. Quem provou isso foram os cientistas Vollrath e Semm, que têm artigos publicados na revista científica Nature, de 1988. A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a mente humana. O dr. Michael Persinger, da Laurentian University, no Canadá, fez experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas nos lobos temporais. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido “visões” e sentiram presenças espirituais. O dr. Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas. O que o senhor teria a dizer sobre isso? Veja, o espiritual age pelo campo eletromagnético. Então, dizer que este campo interfere no cérebro não contraria a hipótese de uma influência espiritual. Porque, se há uma interferência espiritual, esta se dá justamente pelo campo eletromagnético. Quando se fala do espiritual, em Deus, a interferência acontece na natureza pelas leis da própria natureza. Se o campo magnético interfere no cérebro, a espiritualidade interfere no cérebro PELO campo magnético. Uma coisa não anula a outra. Pelo contrário, complementam-se. A mediunidade seria atributo biológico e não um conceito religioso? Existe uma controvérsia no meio científico a esse respeito? A mediunidade é um atributo biológico, acredito, que acontece pelo funcionamento da pineal, que capta o campo eletromagnético, através do qual a espiritualidade interfere. Não só no espiritismo, mas em qualquer expressão de religiosidade, ativa-se a mediunidade, que é uma ligação com o mundo espiritual. Um hindu, um católico, um judeu ou um protestante que estiver fazendo uma prece, está ativando sua capacidade de sintonizar com um plano espiritual. Isso é o que se chama mediunidade, que é intermediar. Então, isso não é uma bandeira religiosa, mas uma função natural, existente em todas as religiões. E isso deve acontecer através do campo magnético, sem dúvida. Se a espiritualidade interfere, é pelo campo eletromagnético, que depois é convertido, pela pineal, em estímulos eletroneuroquímicos. Não existe controvérsia entre ciência e espiritualidade, porque a ciência não nega a vida após a morte. Não nega a mediunidade. Não nega a existência do espírito. Também não há uma prova final de que tudo isto existe. Não existe oposição entre o espiritual e o científico. Você pode abordar o espiritual com metodologia científica, e o espiritismo sempre vai optar pela ciência. Essa é uma condição precípua do pensamento espírita. Os cientistas materialistas que disserem “esta é minha opinião pessoal”, estarão sendo coerentes. Mas se disserem que a opção materialista é a opinião da ciência, estarão subvertendo aquilo que é a ciência. A American Medical Association, do Ministério da Saúde dos EUA, possui vários trabalhos publicados sobre mediunidade e a glândula pineal. O Hospital das Clínicas sempre teve tradição de pesquisas na área da espiritualidade e espiritismo. Isso não é muito divulgado pela imprensa, mas existe um grupo de psiquiatras lá defendendo teses sobre isso. Como são feitas as experiências em laboratório? Existem dois tipos: um, que é a experiência de pesquisa das estruturas do cérebro, responsáveis pela integração espírito/corpo; e outra, que é a pesquisa clínica, das pessoas em transe mediúnico. São testes de hormônios, eletroencefalogramas, tomografias, ressonância magnética, mapeamento cerebral, entre outros. A coleta de hormônios, por exemplo, pode ser feita enquanto o paciente está em estado de transe. E os resultados apresentam alterações significativas. As alterações em exames de tomografia, por exemplo, são exclusivas ou condizentes com outras patologias? O senhor descarta a hipótese de uma crise convulsiva? Isso é bem claro: a suspeita de uma interferência espiritual surge quando a alteração nos exames não justifica a dimensão ou a proporção dos sintomas. Por exemplo: o indivíduo tem uma crise convulsiva fortíssima, é feito o eletroencefalograma e aparece uma lesão pequena. Não há, então, uma coerência entre o que está acontecendo e o que o exame está mostrando.. A reação não é proporcional à causa. A mediunidade mexe com o sistema nervoso autônomo – descarga de adrenalina, aceleração do ritmo cardíaco, aumento da pressão arterial. É verdade que a pineal se calcifica com a meia-idade? E essa calcificação prejudica a mediunidade? Não, a pineal não se calcifica; ela forma cristais de apatita, e isso independe da idade. Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos, pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de seqüestrar o campo eletromagnético. Quando a pessoa tem muito desses cristais e sequestra esse campo magnético, esse campo chega num cristal e ele é repelido e rebatido pelos outros cristais, e este indivíduo então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação. Ele incorpora o campo com as informações do universo mental de outrem. É possível visualizar estes cristais na tomografia. Observamos que quando o paciente tem muita facilidade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais. As crianças teriam mais sensibilidade mediúnica? A mediunidade na criança é diferente da de um adulto. É uma mediunidade anímica, é de saída. Ela sai do corpo e entra em contato com o mundo espiritual. A pineal pode ser estimulada com a entoação de mantras, como pregam os místicos? A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando alguma reação na glândula. Os cristais também recebem influências de vibração. Deve vibrar o líquor, a glândula, alterando o metabolismo. Teria lógica. Fale um pouco sobre seu trabalho à frente da AMESP e do Instituto Pineal Mind. A AMESP é uma associação de utilidade pública que reúne médicos dedicados ao estudo da relação entre a medicina e a espiritualidade. O Pineal Mind é minha clínica, um instituto de saúde mental, onde fazemos pesquisas e atendemos psicoses, síndromes cerebrovasculares, ansiedades, depressão, psicoses infantis, uso de drogas e álcool. Temos um setor de psiconcologia (psicologia aplicada ao câncer) e estudamos também os aspectos psicossomáticos ligados à cardiologia, etc. Agora, particularmente nas pesquisas comportamentais, eu estudo os estados de transe e a mediunidade. Mas não pesquiso só a glândula pineal; ela é o que eu pesquiso no cérebro, interessado em entender a relação entre corpo e espírito. O que é psicobiofísica? É a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico. ____________ Neste link há um acervo de vídeos do MEDINESP, o Congresso médico-espírita de São Paulo. Dentre eles recomendo a palestra “Glândula Pineal: Luz, Tempo e Comunicação”, do dr. Sérgio Felipe que, além de tudo, é um ótimo palestrante. Há também uma entrevista dele ao programa Comando da Madrugada, onde ele acopla um médium a um eletroencefalograma, e então acompanha os padrões cerebrais dele antes e depois de incorporado. Obviamente os padrões se alteram, coisa que não dá pra “fingir”. Já fizeram a mesma análise com Chico Xavier uma vez. A reportagem de uma revista nacional conseguiu fotocópia de um eletroencefalograma de Chico Xavier e submeteu-o ao exame de psiquiatras paulistanos, que chegaram a conclusão de que o médium é epilético. Só que o eletro fazia parte das pesquisas do próprio médico de Chico, o dr. Elias Barbosa, professor da Faculdade de Medicina de Uberaba, interessado em pesquisas sobre o transe mediúnico. O gráfico examinado e publicado referia-se apenas a um momento de pesquisas, justamente o que ele estava em transe mediúnico. Já os gráficos feitos com Chico em estado normal não acusavam alterações significativas das ondas cerebrais, ou seja, quando Chico entra (voluntariamente, diga-se) em transe mediúnico, o eletrencefalograma registra picos que se assemelham à epilepsia. Só que a epilepsia não é uma doença, e sim um sintoma. O que ali se verificava era um indício positivo daquilo que o professor Ernesto Bozzano considerava “a ação de uma mente não-encarnada sobre a mente encarnada do médium”. Resumir o fenômeno a uma patologia é o equivalente a um parecer médico que diz apenas que “o paciente sofre de febre”, quando a febre é apenas o resultado da luta do corpo contra uma ameaça, que pode ser virótica, bacteriana, ou outra coisa qualquer. O dr. Elias nos esclarece ainda que não há explicação definitiva para a causa das descargas de alta freqüência nos focos críticos de um paciente epilético típico, ou seja, não sabemos realmente o que causa a epilepsia, que pode até mesmo ter origem na mediunidade descontrolada!

Referência: Da Glândula Pineal à Sensibilidade Espiritual (II);
Ajna chakra 3rd eye (artigo interessante sobre a pineal, em inglês);
Blog espiritualizado (vários trechos dos livros de André Luiz sobre os mecanismos da mediunidade);
Face a face com Chico Xavier;
Osho: O momento atômico

Método para despertar da consciência

É necessário despertar a consciência. O ser humano vive adormecido e ignora este estado de profundo sono. Porém se falamos de despertar a consciência precisamos saber definir o que é consciência. Muitas pessoas tem uma idéia equivocada sobre o que é estar consciente ou não. Qualquer pessoa jamais ignoraria que um boxeador ao cair nocauteado sobre o ringue perde a consciência. Quando o pugilista volta a si ele readquire a consciência novamente. É preciso compreender que existe uma grande diferença entre a personalidade e a consciência.
Quando nascemos possuímos uns três porcento de consciência e uns noventa e sete porcento repartíveis entre subconsciência, infraconsciência e inconsciência. Podemos aumentar estes três porcento de consciência mediante trabalhos conscientes e padecimentos voluntários. Não é possível acrescentar consciência mediante procedimentos físicos ou mecânicos.
Para compreendermos melhor isso é necessário entender que possuímos vários tipos de energias dentro de nós.
Primeira: energia mecânica. Segunda: energia vital. Terceira: energia psíquica. Quarta: energia mental. Quinta: energia da vontade. Sexta: energia da consciência. Sétima: energia do espírito puro.
Por mais que multiplicássemos a energia do tipo mecânica, jamais despertaríamos a consciência.
Por mais que incrementássemos as forças vitais dentro de nosso organismo, nunca despertaríamos a consciência.
Muitos processos psicológicos realizam-se dentro de nós sem que, para isto, intervenha a consciência.
Por mais que disciplinássemos a mente, esta por sua vez jamais despertará a nossa consciência.
Mesmo que multiplicássemos a força da vontade até o infinito, esta não despertaria a nossa consciência.
Só podemos despertar a consciência com trabalhos conscientes. Para isso devemos iniciar nosso trabalho interior agora, neste exato momento. Nunca adiar para amanhã o trabalho interior. Devemos morrer de instante em instante de momento a momento.
Sempre alertas aos mais distintos tipos de defeitos psicológicos que se manifestam em nosso interior. E para isso precisamos praticar os ensinamentos do mestre a todo instante para que a chama de nossa consciência continue acesa e iluminando nosso caminho. E este despertar se dá de duas formas: Subjetivamente e Objetivamente.
O despertar subjetivo se dá quando começamos a realizar as primeiras práticas de desdobramento astral, mantras, concentração etc. Estas experiências nos dão forças para seguirmos nosso caminho, porém ainda não estamos despertos. São apenas alguns momentos de consciência que experimentamos. Despertamos por um momento no astral, visitamos um templo, falamos com um mestre e quando acordamos de manhã continuamos adormecidos, identificados com as coisas da vida diária. O despertar subjetivo nos dá muitas forças para seguirmos o trabalho interno e a essência se alimenta disso, porém neste método o despertar não é continuo, temos pouca capacidade de investigação, permanecemos pouco tempo despertos, precisamos apelar sempre para os mantras para sairmos em astral, e mesmo despertos no astral facilmente nos identificamos e logo adormecemos novamente.
Qual é o elemento para erradicarmos esses problemas? A Consciência.
O despertar da consciência objetiva vem com a morte do ego. Precisamos aproveitar os impulsos de nossas experiências para aumentar nossa consciência e para isso precisamos nos disciplinar aqui no mundo físico, trazer a consciência para o nosso dia-a-dia, para as coisas que fazemos, nos manter alertas como o vigia em época de guerra, nos auto-observando, eliminando os pequenos detalhes que aparecem a todo momento, levar a concentração objetiva para tudo aquilo que fazemos. Para aqueles que pensam que a consciência vai se despertar numa sala de práticas, durante a noite enquanto dormimos, ou na presença de um Mestre, estes estão profundamente equivocados, a consciência objetiva vem com a disciplina e com o morrer de momento em momento, de instante a instante, durante o dia, no nosso trabalho, em nossa casa, com nossos amigos, no melhor ginásio psicológico que uma pessoa pode querer: nossa vida.
O despertar objetivo vem com a continuidade de propósitos, com a auto-observação constante. Quando adormecemos e desdobramos conscientes, mantemos a consciência, não nos identificamos com as figuras do astral, aumentamos nossa capacidade de investigação. Quando acordamos pela manhã continuamos com a consciência desperta e seguimos nosso dia sem nos identificarmos com as coisas.
Não há mais identificação, pois morremos de instante a instante.
Todo o processo do despertar começa no método subjetivo. Em nossos 3% de consciência está toda a capacidade de iniciarmos o trabalho interno. Sim, é pouco, só 3%, mas lembre-se que Davi (os míseros 3% de Essência) conseguiu matar Golias (os 97% de subjetividades mentais).
Devemos estar sempre atentos, suplicando a nosso Pai e à nossa Mãe internos para que nos dêem forças e iluminação para podermos despertar objetivamente em todas as dimensões da natureza.

ASSOCIAÇÃO POSITIVAS PARA O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

As Escolas são inúmeráveis, por todas as partes, abundam escolas e autores que se combatem mutuamente.
Na Catedral de Nôtre-Dame de Paris, desenhado no chão, aparece um labirinto. Recordemos o labirinto da ilha de Creta. No centro daquele labirinto estava o Minotauro cretense. Diz-se que Teseu conseguiu orientar-se no meio desse labirinto até chegar onde estava o Minotauro e o venceu, enfrentando-o numa luta corpo a corpo,. Sua saída do labirinto foi possível graças ao fio de Ariadne, que o conduziu até a liberação final.
É interessante que justamente no piso da Catedral de Nôtre Dame de Paris fosse desenhado esse maravilhoso labirinto. Indubitavelmente, tudo isto nos convida à reflexão.
Orientar-nos não é coisa fácil. O labirinto das teorias é mais amargo que a morte. Alguns autores dizem que os exercícios respiratórios são magníficos e outros dizem que são prejudiciais. Enquanto uns afirmam uma coisa, outros afirmam outra. Cada escola presume possuir a verdade. Portanto, o labirinto é muito difícil.
Quando alguém consegue chegar ao labirinto, tem que enfrentar o Minotauro cretense em luta corpo a corpo, isto é, tem de enfrentar seu próprio Ego, o Eu, o Mim Mesmo, o Si Mesmo; e só se consegue sair do centro do labirinto mediante o Fio de Ariadne, que deve conduzir-nos até a luz.
Mas a maior parte das pessoas se perde nesse labirinto de tantas teorias, de tantas escolas e de tantas confusões.
O que fazer para nos orientarmos? De que maneira? Obviamente, deve nos interessar o Despertar da Consciência, só assim podemos verdadeiramente caminhar com êxito dentro desse misterioso labirinto. Porém, enquanto não tenhamos despertado, estaremos confundidos.
Alguns até se entusiasmam por estes estudos momentaneamente, e depois os abandonam. Há aqueles que, com a cabeça recheada de teorias, crêem haver descoberto o caminho secreto, ainda que andem bem adormecidos.
De que nos serviria ter a cabeça recheada de letras, se continuamos com a consciência adormecida? Mais valeria sermos analfabetos, porém despertos…
Inquestionavelmente, meus caros irmãos, a primeira coisa que precisamos saber é que estamos adormecidos. Infelizmente, ainda que eu esteja afirmando isto aqui e ainda que vocês aceitem que estão adormecidos, ainda assim vocês não têm consciência de que estão adormecidos, e isto é que é precisamente o grave!
Se queremos realmente despertar, temos que começar reconhecendo que estamos adormecidos.
No mundo físico, temos que aprender a determinar associações específicas, inteligentes, para a vida nos mundos superiores. Durante o mal chamado “estado de vigília”, estamos associados a todos os seres humanos, seja através do trabalho, no lar, na rua, etc. Durante as horas de sono, também existem associações, e estas são o resultado específico daquelas que temos no mundo físico.
Por exemplo, se um sujeito vive nos bares, obviamente suas associações serão com bêbados, e, nos mundos internos, durante as horas de sono e depois da morte, sua vida será uma vida de bares, relacionado com gente de botequim e vagabundos de todo tipo. Se alguém se associa com ladrões e bandidos, nos mundos internos, durante as horas de sono, viverá entre bandidos e ladrões.
Assim, portanto, nós devemos determinar, aqui e agora, no mundo físico, o tipo de associações que queremos ter durante o sono e depois da morte…
Estarmos associados aqui é conveniente para nós, porque o resultado será que nos associaremos também durante as horas do sono e depois da morte.
Necessitamos aprender a viver, meus caros irmãos, porque acontece que os seres humanos não sabem viver e isso é muito grave. Não medimos o tempo, achamos que este veículo físico vai durar uma eternidade, quando na realidade não dura quase nada, logo se torna pó…
Explico a vocês tudo isto para que saibam se orientar, porque se alguém quer verdadeiramente chegar a despertar, tem que saber viver. Se alguém quiser se desenvolver conscientemente nos Mundos Internos, converter-se num investigador competente da vida nos Mundos Superiores, obviamente terá que promover suas próprias associações.
Associações como as que temos neste momento, estamos reunidos em plena assembléia e isto é extraordinário. Estamos dialogando sobre o despertar da Consciência e isto é magnífico, porque estamos promovendo associações extraordinárias nos Mundos Superiores.
Quando vocês forem para casa e seus corpos caírem adormecidos em suas respectivas camas, obviamente sairão do corpo e, ao saírem do corpo, voltarão a se reunir entre si da mesma forma como estão reunidos esta noite aqui no físico. Assim se reunirão lá no astral para a mesma coisa, para o estudo do despertar e, é claro, receberão ajuda dos Mestres da Fraternidade Oculta.
Estão promovendo, portanto, associações extraordinárias para os Mundos Superiores. Mas se vocês não estivessem aqui e sim em um bar, em uma casa de jogos ou em um cabaré, à noite, quando seus corpos dormissem, e a Essência de cada um de vocês estivesse fora, isto é, com seus valores interiores fora do corpo, se associariam novamente, mas já não seria para estudar o despertar da Consciência.
Como poderíamos ver o caminho por nós mesmos se não nos esforçássemos em despertar? Podem, por acaso, os adormecidos ver o caminho?
Então, precisamos despertar, não é verdade? Quando alguém desperta, compreende, compreende o que é; e faz um inventário do que tem, do que lhe sobra e do que lhe falta. Muitas faculdades que alguém acha que tem, não tem e muito que não sabe que tem, realmente tem.
Está escrito que “quem com lobos anda, a uivar aprende”. Temos de saber com quem andamos, qual é o tipo de associações que iremos criar na vida prática, devemos saber selecionar nossas amizades, porque isso é definitivo.

A FORTA DE ATAQUE DOS TENEBROSOS

Os tenebrosos têm uma infinidade de recursos para atacar de diversas maneiras ao homem:
Os ataques durante o sono geralmente são através dos sonhos intelectuais, emocionais, sexuais, instintivos e motores.
Durante o estado de vigília, através de abordagens fascinações, dependências etc.
Os ataques de magia negra se referem às diversas formas de despachos, bonecos com agulhas, macumbas etc.
As obsessões psíquicas: tratam-se de entidades perversas que assumem o comando da máquina humana. Verdadeiras legiões de egos que sugam as energias vitais do possuído.
Outra forma muito conhecida de ataque dos tenebrosos é através de inimizades, calúnias, intrigas e difamações, que se infundem na mente dos outros, para que estes nos ataquem.
Há uma infinidade de doenças que são provocadas pela ação nefasta de entidades psíquicas. São doenças de tipo imaginárias como impotências sexuais, hipocondrias e até mesmo suicídios.
Os ataques de magia negra podem causar males através dos vícios, tais como as drogas, álcool, e também por meio de diversas formas negativas de cultura que impõem novos padrões de comportamento sexual, modas, novelas, filmes, propagandas enganosas etc.
Os danos provocados pelos falsos profetas são também uma forma de ataque dos tenebrosos. Eles geralmente experimentam uma parte da verdade, desenvolvem parcialmente alguns poderes internos e são dominados pelo fanatismo, mitomania e paranóia avançada. Para conseguirem seus propósitos, não hesitam em envolver seus seguidores com ameaças e medos, tornando-se insuportáveis fiscalizadores da consciência alheia. Esses falsos profetas, patriarcas e gurus, inconscientemente, são megalomaníacos e inimigos da liberdade individual.
Ataques Através das Larvas Astrais(Elementares)
As formas mentais e emoções negativas se cristalizam no mundo astral sob a forma de larvas astrais que são uma espécie de vírus astral, invísivel aos olhos do homem comum.
Destacamos alguns tipos de elementares
Íncubos: São larvas resultantes da atividade mental mórbida das mulheres (com relação à luxúria).
Súcubos: Larvas resultante da atividade mental masculina
Fantasmatas: Larvas de pessoas desencarnadas.
Dragões: Larvas encontradas nos quartos de prostíbulos, resultado da promiscuidade sexual.
Entre outras larvas destacamos os Caballis, Basiliscos, Áspis, Leos etc. (consultar Os Elementais de Franz Hartmann).
Sintomas Prováveis de Ataques dos Tenebrosos
1. Palpitação, taquicardia.
2. Vômitos, enjôos e diarréia.
3. Pesadelos noturnos.
4. Depressão sem motivo. Idem,cansaço.
5. Dificuldade súbita de respirar.
6. Olheiras(olhos fundos).
7. Manchas escuras pelo corpo.
8. Dificuldade súbita de falar.
9. Amnésia parcial ou total.
10. Sensação de frio no plexo solar (frio no estômago).
O anjo Aroch ensinou-nos uma conjuração contra tenebrosos, que diz textualmente o seguinte:
3x
BELILIN, BELILIN, BELILIN..
Ânfora de salvação, quisera estar junto a ti
O materialismo não tem força junto a mim.
BELILIN, BELILIN, BELILIN… (Diz-se cantando)
Um dos mais aborrecedores procedimentos e dos mais comuns usado pelos magos negros para causar danos as suas vítimas é o dos bonecos. Desde logo nos abstemos de explicar como se trabalha com esses bonecos e como os tenebrosos os empregam para nào dar armas a certos sujeitos irresponsáveis e desumanos.
Sintomas e Terapêutica Teúrgica
A pessoa atacada por meio de bonecos é facilmente reconhecida: sente uma grande angústia, palpitações intensas no coração, depressão de ânimo, dores pungentes no cérebro e externamente nas fontes, dores no coração, bem como em outras regiões do corpo.
Em tais casos, devem ser organizadas sessões curativas para sanar esses pacientes embruxados. O enfermo sentar-se-á numa cadeira frente a uma mesa sobre a qual se terá colocado um mantel branco. No mantel deverão estar um Cristo, um copo com água e um candelabro com velas acesas. O taumaturgo, o curan-deiro, sentará por sua vez frente ao paciente. As pessoas interessadas, se houver, amigos ou parentes do enfermo, também acompanharão ao redor da mesa sob a condição de que possuam uma fé sincera e uma grande força.
Depois, quando tudo já esteja devidamente acondicionado e disposto, se invocarão os grandes Mestres da Luz, dizendo-se em voz alta a
CONJURAÇAO DOS QUATRO
Caput mortum, imperet tibi Dominus per vivum et devotum serpentem!
Cherub, imperet tibi Dominus per Adam Jot-Chavah.
Áquila errans, imperet tibi Dominus per alas Tauri!
Serpens, imperet tibi Dominus tetragrammaton per angelum et leonem!
Michael… Gabriel… Raphael… Anael…
Fluat odor per spiritum Elohim.
Maneat terrae per Adam Jot-Chavah!
Fiat firmamentum per Iahuvehu-Sabaoth.
Fiat judicium per ignem in virtute Michael…
Anjo de olhos mortos, obedece ou dissipa-te com esta água santa.
Touro alado, trabalha ou volta à terra, se não queres que te aguilhoe com esta espada.
Águia acorrentada, obedece diante deste signo ou retira-te com este sopro:
Serpente móvel, arraste-te a meus pés ou serás atormentada pelo fogo sagrado e evapora-te com os perfumes que eu queimo.
Que a água volte à agua, que o fogo arda, que o ar circule, que a terra caia sobre a terra, pela virtude do Pentagrama, que é a Estrela Matutina, e em nome do Tetragrama que esta escrito no centro da cruz de luz. Amen.

CONJURAÇÃO DOS SETE DO SÁBIO SALOMÃO
Em nome de Michael, que Jeová te mande e te afaste daqui, Chavajoth.
Em nome de Gabriel, que Adonai te mande e te afaste daqui, Bael.
Em nome de Rafael, desaparece ante Elial, Samgabiel.
Por Samael Sabaoth e em nome de Elohim Gibor, afasta-te Andrameleck.
Por Zacariel e Sachiel-Meleck, obedece ante Elvah, Sanagabril.
No nome divino e humano de Schaddai e pelo signo do Pentagrama que tenho na mão direita. Em nome do anjo Anael. Pelo poder de Adão e Eva, que são Jot-Chavah, retira-te Lilith. Deixa-nos em paz, Nahemah.
Pelos santos Elohim e em nome dos gênios Cashiel, Sehaltiel, Aphiel e Zarahiel, e ao mandato de Orifiel, retira-te Moloch. Nos não te daremos nossos filhos para que os devores. Amen…

Destruição Ígnea de Fluidos Malignos e de Larvas
Ademais, é conveniente manter junto à vítima um fogareiro com carvão em brasas bem aceso. Assim, o teurgo fará passes magnéticos rápidos e fortes com sua mão direita sobre os órgãos enfermos e jogará em seguida esses fluidos deletéricos, daninhos, desprendidos da vítima, sobre as brasas.
É ainda indispensável colocar sal e álcool num prato, porém esse sal deve ser preparado previamente com o seguinte exorcismo:
Exorcismo do Sal
In isto sale sit sapientia, et ab omni corruptione servet mentes nostros et corpora nostra, per Hochmael et in virtute Ruach-Hochmael, recedant ab isto fantasmata hylae ut sit sal coelestis, sal terrae et terris salis, ut nutrie turbos triturans et addat spei nostrae cornua auri volantis. Amen.
Continuando, ateia-se fogo no álcool para que arda com o sal. É neste preciso momento em que se recitará a Invocação de Salomão.
Terminada a cerimônia, o enfermo beberá a água da mesa porque nessa água estarão contidas as medicinas sagradas.
São Tomás dizia que contra o malefício se deveria usar a sálvia e a arruda, tanto como bebidas como em defumação.
O procedimento que revelamos e ensinamos aqui para curar enfermos prejudicados por bruxarias e com bonecos também pode ser empregado com êxito para se combater todo tipo de feitiçarias.

O que é Gnose??

Gnose é o substantivo do verbo gignósko, que significa conhecer.
Gnose é conhecimento superior, interno, espiritual, iniciático. No grego clássico e no grego popular, koiné, seu significado é semelhante ao da palavra epistéme.
Em filosofia, epistéme significa “conhecimento científico” em oposição a “opinião”, enquanto gnôsis significa conhecimento em oposição a “ignorância”, chamada de ágnoia.
A gnose é um conhecimento que brota do coração de forma misteriosa e intuitiva. É a busca do conhecimento, não o conhecimento intelectual, mas aquele conhecimento que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna e maravilhosa.
O objeto do conhecimento da Gnose é Deus, ou tudo o que deriva dEle. Toda gnose parte da aceitação firme na existência de um Deus absolutamente transcendente, existência que não necessita ser demonstrada. “Conhecer” significa ser e atuar, na medida do possível ao ser humano, no âmbito do divino. Por isso, “conhecer” implica a salvação de todo o mal (Ego) em que possa estar imerso o homem que venha a possuir esse “conhecimento”.
Gnose é ao mesmo um conceito religioso e psicológico, além de científico, filosófico e artístico. A partir desta visão, o significado da vida aparece como uma transformação e uma visão interior, um processo ligado ao que hoje se conhece como psicologia profunda.
O desejo e as tentativas de conseguir amor e felicidade são a saudade inesgotável do Pleroma, ou seja, da Plenitude do Ser, que é o verdadeiro lar da alma. O desejo desse “conhecimento” é uma nostalgia das origens e procede de um original anelo humano de alcançar a Unidade, do desejo natural, perrene e universal, de fusão do homem com o Ser, do qual acredita ter sido originado.

A Gnose é o comportamento religioso que traduz esta profunda e dolorosa sensação que sentem os homens e mulheres pela separação dos pólos humano e divino. É, no fundo, uma tentativa de compreensão das relações entre o homem e a divindade.
Para Jung, muitos gnósticos nada mais eram do que psicólogos. “A gnose é, indubitavelmente, um conhecimento psicológico, cujos conteúdos provêm do inconsciente. Ela chegou às suas percepções através de uma concentração da atenção sobre o chamado “fator subjetivo” que consiste, empiricamente, na ação demonstrável do inconsciente sobre a consciência. Assim se explica o surpreendente paralelismo da simbologia gnóstica com os resultados a que chegou a psicologia profunda”.

A Glândula Pineal

O mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal, ou epífise, é tida como a sede da alma. Para os praticantes do ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o “terceiro olho”, que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês Renê Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que “existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente”.

Atualmente, as pesquisas científicas parecem ter se voltado definitivamente para o estudo mais atento desta glândula. Estaria a humanidade próxima da comprovação científica da integração entre o corpo e a alma? Haveria um órgão responsável pela interação entre o homem e o mundo espiritual? Seria a mediunidade, de fato, um atributo biológico e não um conceito religioso, como postulou Allan Kardec?

Para responder a estas e outras perguntas, assistam aos videos(7)com o psiquiatra e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, dr. Sérgio Felipe de Oliveira. Diretor-clínico do Instituto Pineal Mind, e diretorpresidente da AMESP (Associação Médico-Espírita de São Paulo), Sérgio Felipe de Oliveira é um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica da USP, e vem ganhando destaque nos meios de comunicação com suas pesquisas acerca do papel da glândula pineal em fenômenos ligados à mediunidade.